Área de cobertura de imunização supera 90%

Segundo VEM, para receber dose, é imprescindível levar documento de identificação, assim como carteira de vacinação

JANAÍNA TAVARES • 12/06/2018 08:32:00

Em janeiro, Vigilância Epidemiológica recolheu macaco morto no bairro Terras de Imoplan. Foto: Arquivo

Neste ano, a febre amarela foi um dos assuntos mais discutidos entre a população. Em Presidente Prudente, existem dois vetores, mosquitos silvestres, que podem transmitir a enfermidade, de acordo com a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal): Haemagogus e Sabethes, enquanto o vetor urbano, transmitido pelo Aedes aegypti, não existe no Brasil desde 1942. No município, a área de cobertura de pessoas vacinadas, extensão prioritária que envolve todo o território prudentino, atualmente, ultrapassa os 90%, conforme a supervisora da VEM, Elaine Bertacco.

A respeito da visibilidade de cobertura, em janeiro deste ano, o órgão responsável recolheu um macaco  morto em frente a uma residência no bairro Terras de Imoplan, porém, a supervisora ressalta que não há circulação do vírus na cidade, mas reafirma que os mosquitos foram detectados na região de mata da cidade. “Devido a este caso foi preciso seguir o protocolo do Ministério da Saúde e fazer uma averiguação no local e com os moradores do bairro para ver o que estava acontecendo”, conta.

Além disso, Elaine comenta sobre a forma com que os prudentinos reagiram quando esse macaco foi encontrado no bairro. “A população enlouqueceu com essa notícia e muitos vinham nas UBSs [Unidades Básicas de Saúde] para se vacinarem gratuitamente, porém, não traziam a carteira de vacinação e alguns nem faziam ideia se já tinham tomado a dose ou não”, comenta. Para recebê-la, ela diz que é “imprescindível a pessoa estar munida de documentos de identificação, assim como carteira de vacinação, entretanto, o descuido da população para seguir essas orientações é grande”. “Pedimos e orientamos que todos levem, mas muitos sempre esquecem, sentem medo e chegam sem um rumo nos centros de atendimento”, reforça.

Entenda a doença

Febre amarela é considerada uma arbovirose transmitida por pernilongos, segundo o médico infectologista Paulo Eduardo de Mesquita. Ele explica que o vírus é um “espectro de variações em que todos estão sujeitos a serem picados e contaminados”. “Existem pessoas que são picadas e não têm nenhum sintoma, já em outras são notados sintomas mais leves, como dor de cabeça, febre alta, mal estar no corpo, perda de apetite e cansaço”, diz.

As formas malignas da doença começam quando a enfermidade ataca fígado e rins, provocando sangramentos e convulsões, além de levar a óbito com 30% de incidência, segundo o médico infectologista. “O diagnóstico só é possível quando a doença vai evoluindo e percebemos os sintomas mais acentuados, já que no começo podem ser confundidos com dengue, por exemplo”, salienta o médico.

Se a pessoa procurar assistência médica a doença tem cura, entretanto, não há tratamento específico e, sim, um suporte das funções orgânicas, conforme o especialista. “As complicações da enfermidade serão tratadas para manter a pessoa hidratada, bem nutrida e em repouso absoluto”, acrescenta.

SERVIÇO

A população pode procurar a VEM (Vigilância Epidemiológica Municipal), na Avenida Manoel Goulart, 93, das 8h até às 17h, ou ligar no 3905-3265. O órgão está disponível para dar orientações e tirar dúvidas a respeito da febre amarela. Já para vacinação, a população pode comparecer à Unidade Básica de Saúde mais próxima, da 7h30 às 17h.

 

 

 

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