José Reis - Moradores também sugerem mais linhas de transporte coletivo para o bairro

Foto: José Reis - Moradores também sugerem mais linhas de transporte coletivo para o bairro

MAIS PATRULHAMENTO

Por insegurança e perturbação de sossego, moradores cobram ronda

  • 31/03/2019 08:00
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Implantado na zona leste de Presidente Prudente desde a década de 80, o Jardim Planaltina, assim como diversos pontos da cidade, evoluiu demograficamente e nas características, o que pode ser constatado tanto pelo visual quanto por depoimentos de quem vive lá há anos. Mas algumas coisas não mudam, mesmo aquelas que não se tratam de bons costumes e se tornam tradição. Segundo moradores, a falta de policiamento gera um anseio de mais segurança no local. Há um problema recorre, conforme eles: a perturbação do sossego. Ainda, porque há quase três anos, quando o Especial Bairros percorreu pela primeira vez o perímetro, a vizinhança já pedia por mais patrulha da polícia.

Naquela ocasião, a costureira Maria Francisca Franklin já morava por lá, na verdade, há pelo menos 14 anos. E à reportagem, ela ressalta a necessidade de um olhar mais atento da polícia. “Principalmente no período da noite. Tem gente que fica até tarde fazendo barulho, até altas horas: 1h, 2h, 3h da manhã. A gente chama o policiamento, mas nem sempre vem”, lamenta.

Assim como ela, um outro morador, que preferiu não ser identificado, também destacou o barulho, que para ele, além da atuação do policiamento, merece atenção também dos próprios moradores em ter consciência com a situação. Mas além desse fato, ele menciona “briga entre gangues no bairro”, que apesar de “não atingir os moradores, às vezes deixa a gente com medo, inseguro”, completa.

O CPI-8 (Comando de Polícia do Interior), que também abrange o 18º BPM/I (18º Batalhão da Polícia Militar do Interior), cuja sede é em Prudente, foi procurado para se posicionar, no entanto, a reportagem não recebeu posicionamento até o fechamento dessa edição.

Mas por outro lado, na opinião do comerciante Luiz Carlos Gonçalves, desde a primeira reclamação pra cá “a coisa melhorou sim”. Todavia, isso não quer dizer, segundo ele, que possa melhorar ainda mais. “No período da noite há uma movimentação de pessoas que deixa a gente com aquela convicção de que algo está errado”, menciona. Ele completa dizendo que na parte da tarde também poderia ter mais rondas no bairro.

serviço

SUGESTÃO DE PAUTA

A população pode promover suas reclamações, críticas e elogios sobre o bairro em que reside. O contato pode ser feito com os profissionais da Pauta, por meio do pauta@imparcial.com.br e do telefone 2104-3722.


ESTRUTURA DO BAIRRO

Ano de implantação: 1980

Quadras: 12

Área do loteamento: 73.355 m²

Construções: 215

Terrenos baldios: 13

População estimada: 1 mil habitantes



“PRECISA MELHORAR”

Horários de ônibus e demora em ESF gera críticas

Saúde e transporte público são temas sempre tratados, uma vez que fazem parte diariamente da rotina das pessoas. Por outro lado, a má operação deles pode sim influenciar negativamente a vida dos munícipes. Aqui em Presidente Prudente, mais especificamente no Jardim Planaltina, ambos os pontos foram levantados por alguns moradores, que reclamaram sobre a necessidade de promover melhorias nos dois patamares.

No caso dos moradores do bairro, um dos locais mais próximos para atendimento à saúde é a ESF (Estratégia de Saúde da Família) do Parque Alvorada. Maria Francisca Franklin, costureira, quando questionada, responde que esse é um dos principais problemas da localidade, ao julgar que o atendimento na unidade de saúde é “demorado”. Segundo ela, a situação acarreta mais no agendamento de exames. “A gente tem que esperar muito tempo”, completa.

No mesmo comentário se apega o comerciante Antônio Braz da Silva, que também acrescenta a necessidade de haver mais orientação dos profissionais que operam no local. “Às vezes a gente vai para ser atendido por um determinado problema, e assim encaminham a gente para a UPA [Unidade de Pronto Atendimento] ou HR [Hospital Regional]. São locais que estão longe da gente, e acaba demorando muito para ser atendido”, lamenta.

E por falar em demora, o cenário é o mesmo quanto aos horários de ônibus. Pelo menos a problemática é levantada pelo borracheiro Antônio Alves. Para ele, principalmente nos finais de semana, “nunca dá pra saber que horas o veículo vai passar”. À reportagem, ele comenta sobre a dificuldade de manter compromisso e depender do transporte público.

Fora isso, a combinação de horários entre linhas, de acordo com Maria, também poderia ser melhorada. Ela ilustra que duas linhas operam no bairro, no entanto, os horários em que ambas passam são parecidos. “Ou seja, se talvez intercalasse, poderíamos esperar menos. Já que ambas acabam fazendo itinerários parecidos, um intervalo entre uma e outra ajudaria”, finaliza.

Em vista dos problemas, a Prefeitura foi procurada para repercutir sobre o assunto. Por meio de nota, a Secom (Secretaria Municipal de Comunicação) informa que no caso da ESF, precisaria identificar pontualmente o problema ocorrido para entender a situação. Em relação aos horários de ônibus, manteve praticamente a mesma resposta, ao entender que é “necessário saber de quais linhas especificamente se tratam as reclamações, para que a Semav [Secretaria Municipal de Assuntos Viários e Cooperação em Segurança Pública] possa notificar a empresa responsável pelo serviço”, detalha.

Buracos

Ao andar pelo bairro, é possível também verificar buracos pelas vias, principalmente no encontro de ruas, como no caso da Ermínio Terim e Jório Pereira de Souza. A situação também foi observada e mencionada pelo morador Valmir Brito de Souza, comerciante, que lista a necessidade de melhorias nesse patamar. “Corre o risco de quebra o carro ou alguém se machucar. Quando passa perto a atenção tem que ser ainda maior”, argumenta.

Sobre isso, o poder Executivo diz que as secretarias de Assuntos Viários e de Obras e Serviços Públicos atuam em “operações de tapa-buracos em todas as regiões da cidade, devendo incluir o bairro em questão no cronograma de ações”, conclui.

Foto: José Reis

Vias públicas apresentam buracos, alvos de reclamações dos moradores