Isadora Crivelli: Ao todo, 1,4 mil crianças entraram no mundo do circo

Foto:  Isadora Crivelli: Ao todo, 1,4 mil crianças entraram no mundo do circo

​​​​​​​Picadeiro solidário em Prudente

Assistidos por entidades, 1.396 crianças e deficientes puderam prestigiar sessões circenses

  • 06/02/2020 06:07
  • MARCO VINICIUS ROPELLI - Especial para O Imparcial

“Muitas dessas crianças, pessoas deficientes, vulneráveis, por vezes, não teriam condições de ir ao circo, seja por questões financeiras ou familiares. Essa é a parte mais gratificante do trabalho público”, salienta o vice-prefeito de Presidente Prudente, Douglas Kato Paulusi (PTB), ao referir-se ao fato de fazer parcerias e dar oportunidade e acessibilidade a diversos setores da sociedade. Ele foi, ontem pela manhã, junto a 686 crianças e deficientes de entidades prudentinas [Lar dos Meninos (31), Casofa (100), Lar São Rafael (20), Adra (80), Hospital Bezerra de Menezes (45) Associação Proteção aos Cegos (20), Unipode (40), Núcleo TTerê (50), Criança Cidadã/Projeto Aquarela (300)].

A sessão solidária foi às 9h, e às 14h mais entidades da capital do oeste paulista levaram seus assistidos para mais um espetáculo, totalizando 710 pessoas, [Vila da Fraternidade (15), Afipp (50), Casa da Criança (50), Casa de Passagem (15), Creas Pop (20), Vila da Dignidade (15), Apae (30), Lar Santa Filomena (30), Unipode (40), Lumem te Fides (10), Bethel (65), Núcleo (70), Criança Cidadã / Projeto Aquarela (300)].

O representante do Circo Moscou, Wili Palacio, que recebeu as entidades, afirma que prontamente aceitaram o pedido da prefeitura de realizar a ação social, visto que, o circo que já atravessa quatro gerações, possui o hábito de em cada cidade que passa, realizar importantes campanhas. “Sempre fazemos o picadeiro solidário, já realizamos arrecadação de alimentos para instituições e até, na época de grande frio, já fizemos arrecadação de agasalhos”, explica.

Douglas Kato relata que assim que o circo chegou, os representantes da Prefeitura, especialmente a Secretaria de Assistência Social, já levaram aos circenses essa possibilidade. “Agradecemos o pessoal do circo, por toparem não cobrarem nada por esses espetáculos”, enfatiza. Ele completa, ao reafirmar o compromisso próprio com a acessibilidade, “seja na parte do planejamento municipal, com empreendimentos acessíveis, seja por meio da educação com conscientização, tudo que se faz, hoje em dia, se faz de forma acessível”.

ALEGRIA ESTAMPADA EM CADA ROSTO

“É mais importante um sorriso que um ingresso pago”, afirma Wili, contente pela ação solidária que realiza. Realmente, sorrisos não faltavam entre as cadeiras das arquibancadas.

O jovem Gabriel, por exemplo, enfatizou que ver o espetáculo do circo é seu sonho, e ficou muito ansioso a espera deste dia [ontem] chegar. A reação é semelhante aos irmãos gêmeos Keyky de Oliveira e Kemilly de Oliveira, de 13 anos, assistidos pelo CRAS (Centro de Referência da Assistência Social). O rapaz afirma ter ficado feliz “porque não é sempre que temos oportunidade de vir ao circo”. Ambos afirmam que esta foi a segunda vez que assistiram a um espetáculo. Kemilly destaca a diversão garantida, visto que o circo proporciona “muitas coisas atrativas”.

Já Roseli Ramos, 53 anos, disse estar amando a experiência. Ela é deficiente intelectual e assistida pela Unipode (União das Pessoas com Deficiência). A atração preferida de Roseli são os palhaços, ela gosta muito de rir, já o globo da morte, nem tanto, “ele faz muito barulho”.