Cedida/Sérgio Borges - Chicalé procura apoiar e valorizar o esporte e praticantes de todas as modalidades esportivas possíveis

Foto: Cedida/Sérgio Borges - Chicalé procura apoiar e valorizar o esporte e praticantes de todas as modalidades esportivas possíveis

ENTREVISTA

“Para Deus, nada é impossível! Com fé nele, a vitória é grande”

Marcos Chicalé - ASSESSOR DE IMPRENSA DA SEMEPP

  • 12/09/2019 09:33
  • OSLAINE SILVA - Da Redação

Não importa a hora, o lugar, muito menos o clima, faça chuva ou faça sol, lá está ele com o “Esporte em Ação” por toda Presidente Prudente. Quem ama e acompanha o esporte prudentino e da região certamente reconhece o comprometimento desse profissional. Ele sabe tudo que está ocorrendo ou que ainda vai acontecer. A imprensa que o diga! Precisa do contato de algum atleta? Depende de resultados? Fotos? É só pedir socorro ao Marcos Chicalé, 46 anos, 27 deles como funcionário público municipal, escriturário, mas que exerce a função de assessor de imprensa da Semepp (Secretaria Municipal de Esportes).

O Imparcial - Você é de Presidente Prudente? A cidade o abraçou ou o contrário? Por quê?

Não, não. Sou de Presidente Venceslau. Nasci em 10 de maio de 1973. Vim para Prudente em 1992 para trabalhar. Em 1997, me mudei de vez. Amo essa cidade linda que adotei como minha terra natal! Só tenho a agradecer, pois devo muito a esta cidade que me abraçou. Essa cidade linda, progressista, que tem tudo para avançar muito mais, como tem acontecido ao longo destes 102 anos! Sou grato a todos que me estenderam as mãos, aos que trabalharam comigo desde a extinta Amepp [Autarquia Municipal de Esportes], aos que militaram comigo na imprensa seja no rádio, na televisão... Homero Ferreira, Walter Rodrigues, Sergio Jorge, Luiz Semensati e Wilson Matta foram algumas das pessoas maravilhosas no início de minha carreira. Gratidão sempre a eles! E, ao jornal O Imparcial, que logo começa uma nova história!

O que quer dizer quando se refere a este jornal diário?

O jornal O Imparcial tem uma importância muito grande na minha vida. Muito mesmo! Como eu disse, em 92 quando comecei com o Homero, ele exercia a função de assessor de imprensa da Autarquia Municipal e no jornal ele era diretor regional do caderno de esportes. E esse ano foi especial porque os Jogos Abertos do Interior foram realizados em Prudente. O Walter chegou a mim e disse que o Homero precisava de um garoto para ajudá-lo na Amepp. Então, lá fui eu. Levava os rascunhos de matérias para o Homero, que datilografava [não existia computador], aí eu voltava para a Amepp, xerocava o que ele havia produzido, grampeava e saía para entregar nas TVs, rádios e jornais, e O Imparcial era um deles. Aos poucos fui datilografando, eu nem curso tinha feito [risos], “catava milho”...

Então?...

Então [risos] é pura gratidão por toda a equipe. O jornal sempre foi muito parceiro da antiga Amepp, hoje Semepp. Devemos muito ao jornal que divulga com muito dinamismo e profissionalismo, do futebol ao badminton, xadrez, etc, sem distinção. E o melhor é que mesmo com a velocidade da internet, não perdeu a sua essência. Digo isso porque pelo menos na Semepp é assim: pode ser noticiado em qualquer lugar, mas se não sai em O Imparcial, não é a mesma coisa!

Você iniciou no rádio no mesmo ano de 92, certo?

Isso. Prestei o concurso público e estou até hoje aqui, graças a Deus. Lá se vão 27 anos de Prefeitura e também o mesmo tempo de rádio. Comecei na Rádio Cidade, com o Walter Rodrigues, como plantonista esportivo, depois repórter e na sequência narrador. Esse é o meu trabalho.

Por que prefere ficar nos bastidores nessa era da internet em que tantos gostam de aparecer o máximo que puder?

[risos] É meu jeitão mesmo, sou bastante reservado [risos]. Eu gosto mesmo é que os gestores públicos desportivos, técnicos e atletas apareçam, que sejam evidenciados. Claro que, automaticamente, por conta do nosso trabalho, entre releases, entrevistas, lives, fotos e filmagens, a gente acaba aparecendo de alguma forma, mas não gosto não [risos]. Prefiro ficar nos bastidores mesmo [risos]. Procuro apoiar, valorizar o esporte e praticantes de todas as modalidades esportivas possíveis.  

O que mais te emociona no esporte?

Eu gosto de todas as modalidades, sabe? Então tudo me emociona, desde uma partida de basquete, vôlei, futebol, etc... E é bom demais ver um atleta se superando, vencendo, conquistando títulos. De uma forma nada feliz, é claro, as derrotas também mexem com a gente, porque mesmo sendo um profissional que leva a notícia como apenas um cronista esportivo, não tem como não se emocionar. Não se envolver. Sabemos das dificuldades tantas que um atleta enfrenta. O custo no esporte é muito grande, então não basta ser talentoso, bom, mas tem que se superar em tudo e correr atrás mesmo.

Seguindo esta linha de raciocínio, o que você diria do desempenho dos paratletas nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru?

Olha só o exemplo de superação, de força de vontade, de garra dos paratletas. Às vezes somos perfeitos, fisicamente, e reclamamos de coisas tão pequenas. Esses atletas nos mostraram que temos que lutar sempre, não abaixar a guarda, não desistir nunca.

Você acredita que o esporte pode transformar para melhor a vida de uma criança, adolescente, jovem ou adulto? De que forma?

Sim, sim. Uma criança, por exemplo, que começa em um projeto social, na adolescência vai para a parte de aperfeiçoamento. Enfim, primeiramente evolui como um cidadão no esporte e de repente pode se transformar em um grande atleta. Temos vários exemplos nacionais, principalmente no futebol, de jovens de famílias carentes que venceram no esporte ajudando não apenas a si próprio na conquista de bens materiais, etc., mas como suas famílias na parte financeira.

Pode acontecer de uma criança querer praticar determinada modalidade esportiva e os pais não concordarem, não incentivar. Que conselho, você que vive nesse meio, daria a esses pais?

Todo mundo tem um sonho de dias melhores. Se o filho quer praticar um esporte deixe-o tentar. O futebol feminino, por exemplo, que hoje é uma modalidade globalizada, não a desmotive por preconceito. Se não der certo pelo menos tentou. Os pais precisam incentivar sim. Tem quer pai, mãe e ‘paitrocinador’ [risos].

Vamos falar um pouquinho mais de sua vida particular? Onde você nasceu? Qual o nome de seus pais e profissão deles? Pelo que você os agradeceria, hoje?

Sou filho do senhor Olindo Chicalé [falecido em 2009], que por muitos anos trabalhou na Beter, concessionária que pavimentava as rodovias da região, depois virou comerciante de barracas de frutas e por fim um boteco em Álvares Machado. Minha mãe, dona Maria Pinheiro Chicalé, que mora em Santos [SP] com minha irmã Selma, era do lar. Uma guerreira que ajudava muito meu pai. Agradeço os dois por tudo que me ensinaram. Pela educação que me deram. Por todo apoio na realização dos meus sonhos [não foi fácil].

Você é casado? Há quantos anos estão juntos? Quantos filhos vocês têm?

Sou casado! Minha esposa se chama Ana Paula Braga Chicalé e estamos juntos há 24 anos! Temos dois filhos, a Beatriz, que está com 17 anos, e o Matheus, o caçulinha de 10 anos.

Lembro-me de um fato muito triste que ocorreu na vida de vocês. A perda da sua filhinha, Ana Caroline. Como foi? A dor, a saudade, acredito eu, ficam ali para sempre, mas o amor, a fé em Deus, podem amenizá-la?

Pois é! A data de 23 de março de 2006 ficará marcada para sempre em nossas vidas, pois nossa filhinha que completaria 10 aninhos de vida neste dia foi morar com Deus. Ou seja, no mesmo dia de nascimento ela foi sepultada. Foi doloroso demais, algo inesperado, ela teve uma parada cardíaca, foi socorrida, mas chegou já sem vida no hospital. Mas, Deus sabe o que faz. Ele está no controle de tudo. E nós a teremos em nosso coração para sempre!

Pode deixar uma mensagem de otimismo, união, garra e paz para as pessoas? Coisas estas que existem e muito dentro do esporte?

Para que nunca desanimem. Acreditem sempre em seus sonhos e não permitam que as pessoas tirem isso de você que quer se tornar um atleta, por exemplo. Mesmo que digam que impossível não absorva isso. Para Deus nada, nada é impossível! Com fé nele, você vai conseguir galgar os degraus, superar etapas difíceis, e a vitória será grande, com certeza. Não desista! Seja otimista e acredite em seus sonhos!