Arquivo - Atividade agropecuária teve o melhor desempenho, com saldo de 16 vagas de emprego

Foto: Arquivo - Atividade agropecuária teve o melhor desempenho, com saldo de 16 vagas de emprego

INDICADOR DE EMPREGO

​​​​​​​Nível de emprego tem saldo negativo em Prudente

Dos oito setores analisados pelo Caged, em março, agropecuária e os serviços industriais de utilidade pública fecharam o período em superávit

  • 25/04/2019 06:00
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

O mercado formal no Brasil apresentou saldo negativo em março. Foram fechadas 43.196 vagas de emprego, consequência de 1.261.177 admissões e 1.304.373 desligamentos. Em âmbito regional, na maior cidade do oeste paulista, mesmo que numa proporção menor, o cenário também foi de baixa. Em Presidente Prudente, o nível de emprego terminou com saldo de -132 postos de trabalho. Os números são do Caged (Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados), divulgados na manhã de ontem, pela Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia.

Em detalhes, foram 1.719 contratações, ao passo que tiveram 1.851 demissões. E assim como de costume, os resultados vêm da análise dos oito setores observados pelo Caged: administração pública, agropecuária, comércio, construção civil, extrativa mineral, indústria, serviços industriais de atividade públicas e serviços (veja tabela).

Juntos, os seguimentos tiveram variação negativa de -0,22%. E no pior dos cenários, assim como mostra na pesquisa, a indústria esteve à frente. As 162 admissões contra os 237 desligamentos gerou um saldo de -75. Wadir Olivetti Júnior, diretor regional do Ciesp/Fiesp, entende que a única explicação para esse declínio pode estar relacionada ao receio das empresas em investir, assim como comentado por ele recentemente. “Isso pode estar atrelado ao período político, que ainda não mostra um norte sólido, à espera da reforma da Previdência”, completa. Ele ainda diz que, na verdade, o mês de março, geralmente, “é marcado com um bom desempenho”. Na sequência da defasagem, como pode ser visto na tabela, vem o comércio.

Mas em meio às análises, foram quatro setores em negativo, dois com saldo em 0 - sem contratações e sem demissões -, e os outros dois no superávit: serviços industriais de utilidade pública e agropecuária. Esse último, aliás, foi o melhor resultado, ao mostrar uma média de 16 postos de trabalho.

Tal resultado mostra um cenário que chegou ao piso do número de emprego do setor. Pelo menos é dessa forma que avalia o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Carlos Roberto Biancardi. O representante da categoria argumenta ainda que é um pequeno aumento, “quase insignificante, mas já válido de comemoração, por não ter sigo negativo”.

À reportagem, Biancardi detalha ainda que uma perspectiva de melhora está atrelada ao crescimento da atividade econômica do país. “Enquanto ainda há um cenário de instabilidade, os investimentos não saem. Há medo. Mas no próximo semestre, pelo menos na agropecuária, podemos apostar nas safras do verão, que são plantadas antes”, finaliza.

Saldo de 2019

Apesar do mês de março em baixa, os números do Caged mostram que, no ano, o resultado ainda é positivo. O primeiro trimestre de 2019 fechou com 5.685 contratações e 5.580 demissões. Na conta, o saldo é de 105 vagas de emprego abertas.

NÍVEL DE EMPREGO EM PRESIDENTE PRUDENTE

SETORES

TOTAL ADMISS.

TOTAL DESLIG.

SALDO

VARIAC. EMPR %

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

0

0

0

0,00

AGROPECUÁRIA

40

24

16

2,92

COMÉRCIO

548

591

-43

-0,26

CONSTRUÇÃO CIVIL

113

136

-23

-1,38

EXTRATIVA MINERAL

0

0

0

0,00

INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO

162

237

-75

-0,73

SERV. INDUST. DE UTIL. PÚBLICA

8

0

8

1,03

SERVIÇOS

848

863

-15

-0,05

TOTAL

1.719

1.851

-132

-0,22

Fonte: Caged