José Reis - Taxa de reprovação entre os alunos do ensino médio da região de PP chega a 6,38%

Foto: José Reis - Taxa de reprovação entre os alunos do ensino médio da região de PP chega a 6,38%

CENSO ESCOLAR

Índice de alunos aprovados na região de Prudente chega a 98,42%

Para os anos finais, números ficam em 95,82%, enquanto que no ensino médio a quantidade foi menor, chegando à média de 91,65% dos alunos aprovados

  • 16/06/2019 04:00
  • THIAGO MORELLO - Da Redação

Em maio, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgou as taxas de rendimento escolar - aprovação, reprovação e abandono - coletadas pelo Censo Escolar 2018. Na 10ª RA (Região Administrativa) do Estado de São Paulo, cuja sede é em Presidente Prudente, o maior nível chega ao que tange ao número de aprovados, que tem média de 98,42%, quando o assunto é o ensino fundamental e nos anos iniciais. Para os anos finais fica em 95,82%. No ensino médio a quantidade é menor, chegando à média de 91,65% dos alunos.

A título de comparação, os números regionais estão acima da média nacional, quando se trata de aprovações. A média do Brasil de aprovados chega ao teto de 94,2% no ensino fundamental, para os anos finais, e 88,1% nos anos finais. Já para o ensino médio, o número é fixado em 83,4%.

Naíde Videira Braga, que é dirigente da Diretoria Regional de Ensino de Presidente Prudente, afirma que tais dados “sempre preocupam”. Mas de antemão, já destaca que a região é “muito boa” em relação às demais do Estado. “A nossa missão é que as situações ruins, reprovação e abandono, chegue a 0% e a aprovação a 100%. E estar perto disso mostra que estamos no caminho certo”, completa.

Contudo, mesmo com bons índices, a maior preocupação está no ensino médio, ainda de acordo com ela. Isso porque, conforme Naíde, os números dentro desse período são os mais destoantes. Por exemplo, no que tange a reprova, o índice do ensino fundamental é de 2,48%, enquanto o médio chega a 6,38%. Já a taxa abandono vai a 0,23% e 1,96%, respectivamente, no fundamental e médio.

Faixa etária

O cenário pode ser explicado, de acordo com a dirigente, pela situação social e de vida que a faixa etária que compõe o ensino médio enfrenta. “Geralmente, nessa idade o adolescente também inicia a introdução ao mercado de trabalho. E, em alguns casos, vão para o período noturno estudar”, argumenta. E nessa rotina, Naíde cita que muitos acabam não suportando “essa carga”, e é quando ocorrem as reprovas e, em último caso, o abandono.

“E o abandono é o que mais no preocupa, pois é quando a gente perde o aluno. A reprovação não. Nela você vê o que contribuiu para que isso acontecesse e trabalha em cima disso até que a aprovação tome lugar”, pontua a dirigente. Por isso, segundo ela, avaliar tais índices, “por mais que nos negativos estejam baixos”, é essencial para garantir o acesso à educação e permitir que os avanços e a redução na desistência e reprovação ocorra.

“As taxas de rendimento são fundamentais para a verificação e o acompanhamento por parte dos profissionais das redes de ensino (Estados e municípios), mas, sobretudo pelas escolas. Além disso, são indicadores utilizados no cálculo do Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]”, finaliza o instituto.

Inova Educação

Para driblar os problemas e intensificar o saber do aluno, a dirigente regional de Prudente apresenta à reportagem o programa Inova Educação, que deve ser iniciado em 2020. Nele, ela conta que o estudante vai ter uma carga horária maior no ensino médio e fundamental, no período diurno.

E conforme a Secretaria Estadual de Educação, o projeto foi criado pela pasta com o propósito de oferecer novas oportunidades para todos os estudantes do 6º ao 9º ano. “O Programa traz inovações para que as atividades educativas sejam mais alinhadas às vocações, desejos e realidades de cada um. Novidades essenciais para promover o desenvolvimento intelectual, emocional, social e cultural dos estudantes; reduzir a evasão escolar; melhorar o clima nas escolas; fortalecer a ação dos professores e criar novos vínculos com os alunos”, destaca.

Para tanto, o programa é composto por três ações: o Projeto de Vida, que consiste em aulas com atividades e oficinas que apoiam o estudante no planejamento na escola e do seu futuro, auxiliando na organização pessoal; as Eletivas, no qual os estudantes escolhem - a cada semestre - as aulas para cursar, a partir do ofertado pela escola; e a Tecnologia, aulas para aprender a usar e criar tecnologias do Século 21 para criar seus próprios projetos.

Saiba mais

Principal instrumento de coleta de informações da educação básica, o Censo Escolar é o mais importante levantamento estatístico educacional brasileiro nessa área. Coordenado pelo Inep, é realizado em regime de colaboração entre as secretarias estaduais e municipais de educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. O Censo Escolar abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e profissional: ensino regular, educação especial, EJA (educação de jovens e adultos), e educação profissional. A coleta de dados, por meio de declaração das escolas, é dividida em duas etapas.