“Desgoverno” faz população enxugar cada vez mais o orçamento familiar

editorial

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Mais uma vez, a população vê pesar em seu bolso o reflexo do “desgoverno”, impactando diretamente no orçamento familiar e, consequentemente, na sua qualidade de vida. Como noticiado neste diário, o litro do etanol sofreu nova alta, quase alcançando os R$ 3 em postos de Presidente Prudente. Agora, compensa mais aos consumidores abastecer seus veículos com gasolina em detrimento do álcool. Trata-se de um contrassenso, ao levarmos em consideração o “esforço” despendido pelo governo para fomentar o uso do etanol – sabidamente menos poluente e responsável pela cadeia que movimenta o setor sucroalcooleiro no país.

Em carta aberta à população, o Sincopetro lamenta o cenário de sucessivas altas no valor do combustível, em períodos tão curtos. A entidade esclarece que a atual política de preços da Petrobras visa “única e tão-somente” garantir a satisfação de seus acionistas, com a elevação de seus lucros, e não assegurar uma mínima estabilidade nos preços do mercado interno, em benefício da população. “Infelizmente, para o consumidor desavisado, que compõe a maior parte da população, a culpa é sempre do posto”, lamenta o sindicato.

Sem ter para quem reclamar, o consumidor final certamente acaba “despejando” sua insatisfação nos funcionários e proprietários dos estabelecimentos – tamanha é a frustração de chegar ao posto e se deparar com mais uma alta nos preços. Grande parte da população depende diretamente do produto para abastecer seus veículos, principalmente em um país que pouco se preocupa em disponibilizar um transporte público descente e de qualidade. As pessoas se tornam “reféns” e acabam à mercê da situação, enxugando cada vez mais seus gastos, já tão apertados em plena crise financeira, tirando do básico de sua família, para poder se locomover.

Assim como os preços dos combustíveis estão imprevisíveis, o orçamento familiar do brasileiro segue na mesma direção. Está cada vez mais difícil se planejar para um futuro incerto e nebuloso, em um país cujos governantes olham somente para o próprio umbigo, pouco se importando com o bem-estar da população.

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