PIB deve cair com paralisação de caminhoneiros, diz presidente da Fiesp

NATÁLIA PORTINARI SÃO PAULO SP (FOLHAPRESS) • 11/06/2018 23:55:00

O efeito da paralisação dos caminhoneiros sobre a indústria ainda não foi quantificado, segundo o presidente interino da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), José Roriz Coelho, mas deve vir com a redução do PIB neste ano. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, esteve em reunião com Coelho na tarde desta segunda-feira (11) para tratar de assuntos como a paralisação dos caminhoneiros e a carga tributária sobre a indústria.  Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Coelho assumiu a presidência na semana passada, após Paulo Skaf sair para concorrer às eleições deste ano. Segundo o presidente interino da entidade, o PIB deste ano não deve ultrapassar um crescimento de 2%, e a perspectiva mais realista é que fique em torno de 1,5%. "Qualquer número agora é prematuro, mas o PIB que se imaginava de até 3% dificilmente será atingido." Coelho também se posicionou contra a nova tabela de fretes do governo, uma das medidas cedidas aos caminhoneiros. "Hoje o tabelamento dos fretes vai ser um problema para as empresas enviarem seus produtos. Quem paga essa conta é o consumidor final", disse.  "Somos contra qualquer tabelamento, estamos voltando ao Brasil de 40 anos atrás." Coelho afirma que, passado o calor do momento, os problemas que ficaram são piores do que os que já havia antes das manifestações nas estradas. "Precisamos corrigir alguns excessos que foram negociados e que são impraticáveis pelas empresas." No encontro com Coelho, o ministro da Fazenda não se posicionou sobre como será a revisão da tabela de frete, discutida entre o governo Temer, o setor produtivo e representantes dos caminhoneiros. Mais cedo, Guardia afirmou a jornalistas que "a economia voltou ao normal, após desabastecimentos e perdas causadas pela paralisação de caminhoneiros". Segundo Guardia, o país está retomando a trajetória de crescimento, mas precisa que as reformas continuem para atingir um desempenho sustentável".  Segundo Guardia, a alta de preços influenciada pela falta de produtos que não conseguiam chegar ao consumidor pela paralisação nas estradas tende a não contaminar a economia por muito tempo. O ministro admite que a paralisação gerou prejuízos, porém diz ter visto exageros.  "O que a gente tem que discutir agora é qual é o impacto disso e eu vi muitos números que me parecem excessivos."
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