PC do B apoiou Sérgio Cabral para sustentar Lula, diz pré-candidato

CURITIBA, PR, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) • 13/06/2018 21:17:00

O pré-candidato do PC do B ao governo do Rio e vereador de Niterói, Leonardo Giordano, justifica o apoio do partido às administrações de Sérgio Cabral (MDB), ex-governador, e Eduardo Paes (DEM), ex-prefeito, de forma pragmática. Segundo ele, o objetivo era promover a sustentação do PT no plano nacional, com Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, que mantinham aliança com as duas principais figuras da política carioca à época. "O PC do B nunca foi o partido que usou guardanapo na cabeça", afirmou Giordano em sabatina promovida pela Folha de S.Paulo, UOL e SBT nesta quarta (13). O pré-candidato refere-se ao episódio conhecido como a "farra dos guardanapos", envolvendo Cabral e aliados hoje alvos da Lava Jato. Questionado sobre a deputada federal Jandira Feghali, liderança do PC do B no estado, ter assumido a secretaria da Cultura no governo Paes, Giordano argumentou que o apoio político no regime de coalizão prevê a participação dos partidos no governo. O pré-candidato aproveitou para marcar o distanciamento daquela administração. "Nunca participei, concordei ou estive junto dessa gente", disse. Na mesma linha crítica aos governos anteriores, Giordano defendeu uma frente de esquerda para combater a candidatura de Paes, definido por ele como herdeiro de Cabral. O DEM trata a candidatura como certa, mas o ex-prefeito ainda não a oficializou. Giordano disse que, em nome de uma união de esquerda, estaria disposto a abrir mão de sua candidatura, mas que tentaria, primeiro, aglutinar os demais partidos em torno dela. Na sabatina, o pré-candidato defendeu como forma de combate ao crime a estruturação de um plano de segurança com especialistas, sociedade civil e policiais, priorizando o investimento na investigação. "Não adianta trazer o Exército para fazer mais do mesmo", afirmou. Ele disse considerar que o governo do Rio tem se comportado como um cordeirinho diante do presidente Michel Temer (MDB) e defendeu a necessidade de brigar pelos interesses do estado. Também prometeu romper com o Regime de Recuperação Fiscal.
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