Caso Daniel: Polícia prende primo da família Brittes e busca dois foragidos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) • 07/11/2018 23:43:00

A Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quarta-feira (7) a prisão de Eduardo Henrique Ribeiro da Silva, de 19 anos, que é namorado de uma prima de Cristiana Brittes, e era convidado da festa em que o jogador Daniel Corrêa foi morto. Eduardo e mais dois suspeitos, que permanecem foragidos, estavam no carro de Edison Brittes, o Juninho, que levou o atleta para morrer. Morador de Foz do Iguaçu (PR), ele já havia se apresentado espontaneamente à polícia, mas acabou liberado. Os três são apontados por testemunhas como participantes do espancamento a que Daniel foi submetido. Mas de acordo com a defesa dos adolescentes, eles entraram no carro de Juninho sem a intenção de matar Daniel. Os outros dois suspeitos, que tiveram a prisão temporária decretada na tarde de quarta, pretendem se apresentar à polícia na quinta. Igor King, de 19 anos, e David Willian Villeroy da Silva, de 18, são amigos de escola de Allana. David também mantinha um relacionamento com a filha de Juninho. Os policiais foram à casa dele para cumprir a ordem de prisão, mas não o encontraram. Seus advogados já haviam pedido formalmente ao delegado para apresentar seus clientes, mas ficaram sem resposta. Se as prisões forem confirmadas, serão seis os suspeitos pela morte de Daniel presos, já que Juninho, Cristiana e Allana já se encontram atrás das grades desde a semana passada. VERSÃO SOBRE ESTUPRO Ainda nesta quarta, o principal suspeito falou com a polícia. O depoimento de Juninho, que teve início às 10h na 1ª Delegacia Regional de São José dos Pinhais, foi interrompido para o almoço ao meio dia e retomado às 14h30. Os trabalhos foram finalizados por volta das 18h. Mesmo com a negativa de tentativa de estupro por parte da Polícia Civil, Juninho reforçou em depoimento que "flagrou o indivíduo [Daniel] na cama dele, em cima da mulher dele e roçando o pênis nela. Ele ouviu o pedido de socorro porque chegou próximo ao local", disse Claudio Dalledone, advogado do suspeito. Na terça, Cristiana Brittes, esposa de Juninho, foi ouvida pelo delegado e reforçou a versão de que havia sofrido uma tentativa de estupro por parte do jogador, porém a história contada por Cristiana foi desmentida pelo delegado em entrevista coletiva. Segundo Trevisan, Daniel apenas teria se deitado ao lado da mulher para tirar uma foto, posteriormente enviada para amigos através do WhatsApp. A versão da tentativa de estupro também foi rechaçada pela promotoria. Além disso, Dalledone disse que Juninho afirmou não ter coagido testemunhas para mudar a versão dos fatos "Ele contou ao delegado que não coagiu ninguém, que não arrombou a porta do quarto e que quem quebrou o celular de Daniel foi um dos meninos. Foram 6 horas de depoimento contando a verdade", afirmou. A versão de que Daniel teria sido morto no local em que o corpo foi encontrado (próximo de uma estrada de chão na zona rural de São José dos Pinhais) e não na residência do suspeito, foi reforçada pela acusação "Esse rapaz esguichou sangue por todo o local, o que é um indicativo de que ele chegou lá vivo, pois é o coração bombeando que faz o sangue se espalhar", disse João Milton Salles, promotor de Justiça que acompanha o caso. Nesta quinta-feira (8), os outros três suspeitos de participarem do crime também serão ouvidos.
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