Candidato da direita lidera pesquisas de 2º turno à Presidência na Colômbia

SYLVIA COLOMBO BOGOTÁ, COLÔMBIA (FOLHAPRESS) • 08/06/2018 16:58:00

O candidato de direita Iván Duque, delfim político do ex-presidente Álvaro Uribe, lidera com uma margem de ao menos seis pontos percentuais a corrida do segundo turno das eleições colombianas, de acordo com  pesquisas divulgadas nesta sexta-feira (8). Ele disputa o pleito do dia 17 com o esquerdista e ex-guerrilheiro do M-19 Gustavo Petro. Na pesquisa do instituto Datexco, Duque aparece com 46,2% das intenções de voto, enquanto Petro está atrás, com 40,2%. Já o voto em branco está com 13,6%. A pesquisa mostra que Petro recuperou Bogotá, cidade da qual foi prefeito e na qual, no primeiro turno, havia saído vitorioso o terceiro colocado, o centro-esquerdista Sergio Fajardo, agora fora da disputa. Petro também se manteve líder na região costeira. A margem de erro do levantamento é de 2,31 pontos percentuais. O esquerdista ainda recebeu dois importantes apoios nesta sexta-feira (8), o dos senadores Antanas Mockus, ex-prefeito de Bogotá, e o de Cláudia López, militante dos direitos da mulher e ex-candidata a vice de Fajardo. Duque, no entanto, predomina em toda a região central e no sul do país. Não por acaso, zonas afetadas pelos conflitos e onde o "não" ao acordo de paz venceu no plebiscito de 2016. Ele também lidera em regiões fronteiriças, onde se concentram as rotas de narcotráfico e os postos por onde entram os imigrantes venezuelanos -já são 1 milhão no país. Ali, seu discurso de mão dura com relação à segurança tem surtido mais efeito. Já a pesquisa do instituto Invamer aponta um resultado ainda mais vantajoso para o candidato uribista. Nela, Duque tem 57% das intenções de voto, ante 37,3% de Petro. Em branco, segundo o estudo, votariam 5,5%. Neste caso, a margem de erro é de 2,83 pontos percentuais. Apesar de terem fama de errar muito, as pesquisas na Colômbia acertaram o resultado do primeiro turno. Dada a vantagem que Duque mostra em todas, o mais provável é que seja de fato eleito no próximo dia 17. A dúvida ficaria apenas, segundo essas pesquisas, com relação à diferença de votos. Os candidatos estão reticentes em realizar um debate e vêm recusando ofertas de emissoras de TV. Nestas últimas semanas, têm se dedicado a percorrer o país e dar entrevistas individuais. Petro tem se reunido também com empresários e representantes da direita, para garantir que suas simpatias com relação ao chavismo são coisa do passado e que sua posição atual é a de caminhar mais para o centro. Ele tem sido levado a isso porque a campanha de Duque se baseia, principalmente, no argumento de que uma vitória do esquerdista significaria que a Colômbia estaria tomando o trágico caminho escolhido pela Venezuela, responsável pela atual crise no país vizinho.
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