Na linha de frente

Papai Educa • 22/07/2018 05:55:00

“Ô pai! Pai! Paiê!” Coisa melhor para se ouvir eu desconheço. Mesmo quando a atenção requisitada vem em forma de choro ou palavras dificilmente interpretadas por quem não conhece as expressões faciais e corporais associadas ao som. Ah, como meus meninos transformaram minha vida. E para melhor! Me roubaram de mim e me devolveram com o real significado à minha existência simplesmente por permitirem que eu seja quem sou.

João Guilherme, 5 anos, e João Rafael, 1 ano, me transportaram para um plano físico e psicológico de autoavaliação constante, de construção diária da figura do pai que eu sempre sonhei ser. Nesta imersão, eu garanti um olhar mais cauteloso para tudo e, principalmente, a mim. As dores e alegrias ganharam sentido e, hoje, sem qualquer carregamento de culpa, romantizo a paternidade mesmo diante dos desafios e incumbências que ela me impõe.

No início, acompanhado da ansiedade natural da primeira viagem, não abracei interjeições como "Na minha época homem não fazia isso", "Ele não vai conseguir", "Isso não é função de homem"... Deixei que todas permanecessem apenas na ignorância alheia e mergulhei em aventuras, erros, acertos. Sobrevivi. O melhor apoio eu tive em casa. Minha esposa Dayane não me imobilizou.

Organizei meu expediente profissional, recusei trabalho que consumia boa parte do tempo e apostei na minha capacidade de dividir com a mãe toda demanda dos pequenos, dia e noite. E, por maior que fosse a dependência à ela que me colocasse no banco de reserva, eu sempre estive ali, não abatido pelo ciúmes ou por não ser a figura prioritária naquele instante. Cúmplice de uma ligação imaculada e à disposição. O que é nosso, é nosso!

Quando meus filhos nasceram, eu nasci. E, a cada dia, eu permito este parto que me amadurece e me constrói em conhecimento e seu consequente acomodamento na tarefa de criar e educar aqueles que sequer vieram acompanhados de manuais de instrução. Não há cartilhas, tutoriais e teorias que me garantam o paternar sem qualquer ônus de preocupação, questionamentos de conduta, avanços, retrocessos e novas autocorreções. Eu faço minhas escolhas! E nesta decisão, deixo para trás conceitos e práticas do ciclo vicioso do machismo, da comunicação violenta, do educar pelo medo, do silenciar diante da dor, das perdas, dos temores… Sem clausura de sentimentos!

O desenvolvimento infantil é incrível e se apropriar da tarefa de lapidação do ser humano é um ato de responsabilidade. Criança clama por limites e amor, numa proporção equilibrada. Com dois pequenos, em idades diferentes, a cada um a sua fatia de investimento naquela fração de tempo. A eles, meu anseio de ser um papai mais participativo e menos permissivo ou autoritário. Nem demais, nem de menos… O suficiente! Aliás, é sonho de pai!

Leandro Nigre é pai, jornalista, especialista em Mídias Digitais, editor-chefe de jornal, e idealizador do Papai Educa www.papaieduca.com.br. Contato: papaieduca@gmail.com

dicas de leitura

PLAYKIDS EXPLORER

Arquivo Pessoal

O povo inca é uma das temáticas do Playkids Explorer, um clube de assinatura que oferece um kit de atividades educativas desenvolvido especialmente para crianças de até dez anos. Ele é resultado de uma parceria da PlayKids, plataforma de atividades e conteúdos educativos para as crianças aprenderem brincando, e a Leiturinha, clube de assinaturas de livros infantis. Além do livro personalizado, no qual a criança é personagem da história, cards mágicos compuseram o kit, com figuras de animais e monumentos. No aplicativo do PlayKids, eles “ganham vida” na tela do celular e são manuseáveis nas telas touch screen de forma interativa. Um livro de atividades e desafios também acompanha a maletinha mensal. Quer ter acesso ao primeiro mês de forma gratuita? Acesse http://explorer.playkids.com/influenciador/papaieduca.

O FANTASMA POLÍTICO

Divulgação

O que será que as crianças pensam da política nacional? Com tanta demonstração de insatisfação dos adultos e maus exemplos de políticos por todos os lados, será que não estamos formando uma geração apática e desinteressada e, principalmente, sem consciência do seu poder de escolha? Nesta obra, os personagens Renato e Lúcio são dois amigos que entram em um casarão assombrado por conta de uma aposta. A esperança de encontrar o fantasma por lá se realiza e Renato bate um bom papo com ninguém menos que o fantasma do Barão de Itararé, pseudônimo usado por Apparício Torelly (1895-1971), um dos criadores do Jornalismo Alternativo e pioneiro no humorismo político brasileiro. Em ritmo veloz, o encontro inusitado caminha para um desfecho surpreendente. O livro é indicado a crianças a partir de 5 anos.

Ficha técnica
Autora: Joice Catarina Sabatke
Ilustração: Luiz Felipe Prado
Páginas: 24
Editora: Nova Letra
Preço: R$ 29,90

Estilo do Site
  • Luz
  • Alto Contraste