Eu quero sempre mais!

Papai Educa • 26/02/2018 13:19:33

A partir desta semana, quinzenalmente, alternando com os artigos, a coluna Papai Educa disponibiliza aos seus leitores informações sobre saúde, educação, lazer, compras, comportamento e outros conhecimentos que cercam o universo da paternidade/maternidade. O compartilhamento das experiências pessoais, da mesma forma, não deixará de compor o conteúdo ofertado. A maior parte dos temas apresentados aqui está mais aprofundada no blog e nas redes sociais.

 

Teste do sling

Já ouviu falar sobre o sling? Com cada vez mais adeptos pelo mundo a fora, o produto de tecido para carregar os bebês garantem postura fisiológica, é confortável e estreita a relação entre o adulto e a criança. Testei pela primeira vez o sling nesta semana. E já derrubei minha preconcepção de que seria difícil a amarração. Mesmo ainda demandando prática, é um incrível fortalecedor de vínculo, ainda mais para os papais, que não carregam as crias no ventre. Gostaria de tê-lo utilizado desde os primeiros dias do meu primogênito, mas só me permiti “slingar” agora, com o segundo, aos 11 meses de vida. O que usamos veio da Canguru Sling João & Maria (@cangurusling, no Instagram).


Benefícios do produto

Os slings estão à venda em diversas lojas especializadas e o produto pode ser utilizado desde a gestação, como faixa de sustentação da barriga à mulher, até a criança atingir o peso de 22 kg ou 3 anos. A maioria dos produtos vem com um DVD que instrui o uso. Entre seus benefícios estão: reduz cólicas, refluxos; melhora qualidade do sono (recém-nascidos chegam dormir 4 horas seguidas no sling); permite braços “livres” para qualquer atividade; auxilia no desenvolvimento neurológico, cognitivo e motor do bebê; e oferta inúmeras possibilidades de amarração.

 

Tique-tique nervoso

Pigarrear, balançar a perna, piscar ou emitir sons fora do contexto. Estes são alguns exemplos do Transtorno do Tique, caracterizado por movimentos involuntários, súbitos, rápidos, recorrentes, não rítmicos e estereotipados, que também podem aparecer na forma de vocalizações. Os tiques são muito comuns na infância e na adolescência. Estima-se que os tiques transitórios afetam de 11% a 20% das crianças em idade escolar.  Além disso, os tiques são três a quatro vezes mais comuns nos meninos que nas meninas. A boa notícia é que na maior parte dos casos, os tiques desaparecem na fase adulta.

 

De olho

Segundo a médica neuropediatra Andrea Weinmann, do Centro Neurológico Weinmann, as crianças afetadas pelo Transtorno do Tique podem sofrer prejuízos acadêmicos, assim como passar por situações de constrangimento na escola ou com os amigos. O diagnóstico é clínico. O médico pode solicitar exames apenas para descartar outras patologias. “Em relação ao tratamento, há medicamentos que podem ser prescritos quando os tiques interferem muito no dia a dia. Em outros casos, quando há patologias associadas, também pode ser feita terapia medicamentosa”, afirma Andrea.

 

E a balança?

Mais de 50% da população adulta brasileira está com sobrepeso ou obesidade. Em boa parte dos casos, a doença crônica acompanha a pessoa desde a infância. Segundo dados da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), quatro em cada cinco crianças obesas permanecerão desta forma quando adultas. Os períodos mais críticos para o desenvolvimento da obesidade são os primeiros dois anos de vida e a adolescência. Se os pais já forem obesos, o risco de adquirir a doença é ainda maior.

 

O que se vê

Mas muito além dos determinantes biológicos, o ambiente em que se vive exerce forte influência na vida de uma pessoa. “Tem sim a questão da carga genética, mas, antes de mais nada, os hábitos dos responsáveis influenciam diretamente na rotina das crianças e dos adolescentes. Pais com hábitos inadequados não têm cuidados com eles mesmos e, muitas vezes, inserem a criança neste mesmo cenário. A priori, o adulto não vê grande problema, mas compulsoriamente estas crianças não têm escolha, porque estão sob orientação dos pais”, adverte Caiaque Souza, médico nutrólogo da Clínica da Obesidade.

 

Dica de leitura

O SEGREDO DA AMIZADE

Se a amizade tem significados que extrapolam as palavras, para o autor Wagner Costa, esse sentimento traz em cada uma de suas letras as iniciais de importantes alicerces que sustentam a relação de afeição entre duas pessoas, como por exemplo, alegria, zelo e diversão. É sobre a felicidade de se ter amigos que ele se debruça em seu clássico infantil, obra publicada em 1994 e que chega à sua terceira edição em 2017. A obra traz a beleza desse sentimento em um contexto onde as crianças estão justamente fortalecendo seus laços de amizade no ambiente escolar.

Autor: Wagner Costa

Ilustração: Vanessa Prezoto

Editora: Moderna

Páginas: 48

Preço: R$ 44

 

AREIA NA PRAIA

As ilustrações da capa em tons pastel já antecipam a leveza e a doçura dos temas tratados. Afeto, companheirismo e sentimento de perda são alguns assuntos abordados na emocionante narrativa de amizade entre uma menininha e sua cachorra, Areia. A garota e a cadelinha desbravam e descobrem o mundo juntas. Mas, ao ser solta da coleira em um rompante de excitamento, Areia foge e desaparece na imensidão da praia. Será que ela volta? A história sobre a amizade verdadeira entre as pessoas e seus animais de estimação tem muito da experiência da autora.

Autora e ilustradora: Elma

Editora: do Brasil

Páginas: 32

Preço: R$ 46,60

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